Quarta-feira, 9 de Maio de 2012

Travis - Love will come through



Esta noite, faço a minha única investida na Queima das Fitas do Porto.
Por causa destes senhores.

Espero que valha a pena o sacrifício de ir assistir, ainda que brevemente, ao triste espectáculo que aquilo a que chamam Queima das Fitas é...!

Sábado, 5 de Maio de 2012

Um apanhado das coisas

O que fiz neste último mês e meio.

Preparo-me para o registo a posteriori.
Mas aqui vai ele.

É boa a sensação de ter coisas para contar.

Quarta-feira, 14 de Março de 2012

O exército mais mortífero do mundo

São as hormonas femininas.

Nos dias em que elas vão à frente das tropas, não há trompete que abafe o som de uma palavra menos amorosa, ainda que fardada de brincadeira.
Só as meigas resistem a esta batalha. E, por vezes, ainda feridas.

Saltar trincheiras a riso: é o truque.
Aprender, resistir e defender.

Segunda-feira, 12 de Março de 2012

Jazzy

Há muito tempo que não ouvia rádio no carro.
Sempre com os CD's à volta.

Hoje esqueci-me deles.
E lá tive de procurar uma estação de rádio.

Estou farta, como já estava há muito tempo, de ouvir as desgraças do mundo.
Deste nosso pequeno canto. E de outros maiores.

De rádios bacocas que passam músicas dos 'azeities', como um amigo meu chama com alguma graça aos 'eighties'.
De outras ainda piores que passam músicas novas, sem pilériazinha nenhuma, como dizia tão bem a minha avó.
E de outras ainda que nem esse nome deviam ter, nem as rádios nem as músicas.

E não é que, de repente, ao rodar o botãozinho, já no quase estado de 'vou desligar isto e cantarolar uma série de modinhas que vá do Minho ao Alentejo!', dei com o Chet Baker a cantar...?
Soube tão bem!

Descobri que há uma estação de rádio que passa quase só música jazzy.
O que é perfeito.
Especialmente para fins de tarde como o de hoje.


Driving home


Sexta-feira, 9 de Março de 2012

Água, noite, silêncio e fogo

Tu lhes dirás, meu amor, que nós não existimos.
Que nascemos da noite, das árvores, das nuvens.
Que viemos, amámos, pecámos e partimos
Como a água das chuvas.
Tu lhes dirás, meu amor, que ambos nos sorrimos
Do que dizem e pensam
E que a nossa aventura,
É no vento que passa que a ouvimos,
É no nosso silêncio que perdura.
Tu lhes dirás, meu amor, que nós não falaremos
E que enterrámos vivo o fogo que nos queima.
Tu lhes dirás, meu amor, se for preciso,
Que nos espreguiçaremos na fogueira.
'Na mesa do Santo Ofício'
Ary dos Santos 

Quarta-feira, 7 de Março de 2012

Hoje uma amiga disse-me, com base num filme que estava a ver, We are the choices we make.

Se é assim, não auguro nada de bom em dias como hoje.
A negrura que me avassala nestes dias, em que o precípio galga os meus pés e sobe como maré pelo meu corpo acima até se desfazer num maremoto de pedregulhos sobre o meu peito, é escura como pez e, espessa, prende pedras e lavra teias nos meus pensamentos que me arrastam e me encerram no fundo do mar.

E é, então, que sinto esperança.
Eu, que nunca abro os olhos debaixo de água, de boca fechada, sustenho o ar o mais que posso, tusso, engasgo-me, estendo as mãos e não sinto nada.
Mas ouço a música das gargalhadas, escritas nas redes que lancei a este mesmo mar em dias de sol.

E, no refrão, há um verso que diz We are the choices we make.
Que ecoa nesta minha negrura.
E que me faz perceber que amanhã será um novo dia.

Com as vozes por perto, sempre no ouvido.

Sábado, 25 de Fevereiro de 2012

Sexta-feira, 24 de Fevereiro de 2012

dentro e fora dos
lugares éramos como
bichos de rabiar, tão
poderosos que tudo em
volta volvia outra
coisa

e ele dizia-me, se tu
fores um poema de amor
eu apaixono-me por ti, e
eu desaparecia boca
fora para dentro dele


valter hugo mãe

Quinta-feira, 23 de Fevereiro de 2012

Quarta-feira, 22 de Fevereiro de 2012

Bagagem de mão

i carry your heart with me(i carry it in
my heart)i am never without it(anywhere
i go you go,my dear;and whatever is done
by only me is your doing,my darling)

                                    i fear
no fate(for you are my fate,my sweet)i want
no world(for beautiful you are my world,my true)
and it's you are whatever a moon has always meant
and whatever a sun will always sing is you

here is the deepest secret nobody knows
(here is the root of the root and the bud of the bud
and the sky of the sky of a tree called life;which grows
higher than soul can hope or mind can hide)
and this is the wonder that's keeping the stars apart

i carry your heart(i carry it in my heart)

'i carry your heart'
e.e. cummings

Quarta-feira, 15 de Fevereiro de 2012

Há em mim

Há em mim o desejo das tuas mãos inteiras no meu rosto.
Não apenas das desatentas e férreas pontas dos dedos com que me queimas.

Há em mim o desejo do rasto que as tuas estrelas deixam nos meus olhos.
A rasgar a escuridão e o céu que neles se espelha, dia e noite.

Há em mim o desejo de preencher o vazio no meu colo.
Dos cabelos que as minhas mãos tacteiam sem encontrar, sem vagar.

Há em mim o desejo de chuva que trazes nas algibeiras.
E que beberei da concha entrelaçadas das tuas mãos.

Sábado, 11 de Fevereiro de 2012

Terça-feira, 7 de Fevereiro de 2012

Com o diabo no corpo

Foi a expressão que perpassou todo o meu dia.

Como me senti todo o dia.
E, já agora, boa parte da noite.

Por todo o corpo.
E não apenas na manga, como diz a música.

Ah, e eu sei que o diabo não é azul...

Quarta-feira, 25 de Janeiro de 2012